Ficha Técnica
- Período: Cretáceo Superior (aproximadamente 82–66 milhões de anos atrás).
- Tamanho: Colossal, atingindo entre 13 e 17 metros de comprimento.
- Peso: Estimado entre 15 e 20 toneladas de massa muscular hidrodinâmica.
- Alimentação: Carnívoro generalista (peixes, lulas, tartarugas e outros répteis marinhos).
- Descoberta: 1764, em uma pedreira de calcário próxima ao Rio Mosa, Maastricht (Holanda).
- Características: Crânio maciço, dentes pterigoides (no céu da boca) e cauda em forma de nadadeira.
História e Características
O Mosasaurus hoffmannii é o ápice da evolução dos mosassaurídeos. Diferente do que muitos acreditam, ele não é um dinossauro, mas sim um membro da ordem Squamata. Isso significa que ele é um parente muito próximo dos atuais lagartos-monitores e serpentes. Seus ancestrais eram lagartos terrestres que, ao longo de milhões de anos, adaptaram seus membros em nadadeiras poderosas e sua pele em uma couraça hidrodinâmica perfeita para a vida em alto-mar.
Sua técnica de caça era brutal e eficiente. Além das mandíbulas principais, o Mosasaurus possuía uma segunda fileira de dentes no céu da boca (dentes pterigoides), que ajudavam a segurar presas escorregadias enquanto ele as engolia. Estudos recentes também revelaram que sua cauda não era serpentina como a de uma enguia, mas terminava em uma nadadeira vertical poderosa, semelhante à de um tubarão, permitindo ataques explosivos e grande velocidade nas perseguições subaquáticas.
A descoberta do Mosasaurus em Maastricht foi um dos primeiros fósseis a sugerir ao mundo a ideia de extinção, muito antes de sabermos o que eram os dinossauros. Ele reinou absoluto até o evento de extinção em massa no final do Cretáceo, consolidando-se como um dos predadores mais bem-sucedidos e aterrorizantes que já cruzaram os oceanos da Terra.